O que é a vida se não uma brisa suave que passa diante de nós como num piscar de olhos. Penso logo existo? Não. Amo, logo vivo! Mas aí vem a pergunta: ainda conseguimos amar?

Muitos ao lerem um belo texto, só conseguem ver nas letras um verso, uma prosa. Não conseguem sentir a poesia das palavras e não se alimentam do bem que elas trazem consigo. Pedras brutas, mal lapidadas... Você ainda lembra-se de sua infância, seus pais, avós? Será que já éramos assim naquela época? O fato é que nascemos perfeitos, nascemos criança, mas com o passar dos anos tornamo-nos insensíveis, contaminados com os vícios dessa vida. Ainda me lembro da primeira bicicleta, que dia maravilhoso foi aquele, um dia muito feliz.

Não damos o devido valor às pessoas quando elas estão perto de nós. Quando foi a última vez que você disse ao seu filho que o ama? Faça isto hoje. Amanhã poderá ser tarde. Sabe, quanto mais se estuda, chega-se a conclusão que são nas coisas simples que encontramos a realização. Já faz tempo, muito tempo, na verdade conto os minutos que não vejo minha doce e querida mãe. Homem feito?Que nada. O coração bate, ás vezes sofre.

As palavras têm poder, curam. Por isso, hoje decidi escrever um texto que glorifique o poder transformador que Jesus traz para nossas vidas. Tenho escrito de tudo, mas nunca escrevi sobre Ele, o Pai. O dia é hoje. Vivemos num mundo agitado, cheio de malícia, onde as pessoas perderam o rumo. Há muitos brigando por migalhas, esquecem-se de que somos irmãos.

Que importa se eu torço por esse time e você aquele? Gordo ou magro? Vereador ou gari?Há muitos que não se dão em cumprimento porque o outro é daquele time, daquela religião... Tolos, idiotas! Acordem, saiam da inércia. Vivemos numa sociedade pluralista, ninguém é igual, somos diferentes, e é justamente nessa diferença que nos completamos.

"Ame ao Senhor em primeiro lugar e ao próximo como a si mesmo". Mas ninguém pode dar o que não tem. Não amamos o outro, porque não conseguimos amar a nós próprios. Esquecemos o significado do amor.

Às vezes imagino que minha história poderia ter sido diferente se tivesse conhecido o Deus vivo, e declarado sua soberania sobre minha vida, há 10, 20 anos atrás. Com certeza teria chorado e sofrido menos. Mas provavelmente eu não teria me transformado no que sou. Não que eu seja grande coisa, mas hoje eu sei quem sou e em quem tenho crido.

O ser humano vive num eterno zigue e zague, um labirinto sem fim, na busca do tesouro perdido. Somos eternos insatisfeitos, queremos sempre aquilo que o outro tem ou possui. Não valorizamos nossa história, esquecemo-nos de ser. Dá vontade de gritar: parem! Escutem a voz de Deus, a voz do amor, a vós mansa da sensatez. Parem de rezar e comecem a orar. Falem com o Pai. Peçam, chorem, clamem. Ele está aí. Está em todo lugar. Contemple o azul do céu, o sorriso da criança. Você está vivo, respire. Cante, louve, dê um grito, demonstre alegria por ser. Afinal Você não é uma máquina, você tem sentimentos. Olhe para sua esposa e diga o quanto a ama. Leve seu filho para passear nos fins de semana. Estamos correndo, correndo, mas não chegamos a nenhum lugar. Vidas perdidas, depressivas, mas por quê?

Apaixonamos-nos muito fácil, e na mesma velocidade com que vai a noite e vem o dia, vão-se as paixões. Somos apaixonados pelo carro novo, a casa na praia, a tv de plasma. Mas pra que? Sequer  sabemos usar o que já temos... Simplesmente porque não conseguimos mais ser.

Transformamo-nos em máquinas. Mas até mesmo as máquinas um dia pifam, estragam, e tem que ir para o concerto. Pai concerta-nos. Leva-nos para tua oficina. Precisamos ser como vasos de barro nas mãos do oleiro. Molda nossa personalidade, molda o nosso olhar, o falar. Pai entra na minha vida, sara todas as feridas, Pai, derrama do teu amor, da tua vida sobre nossas vidas.

 


Artigo enviado por Vilson Schambeck - dentista e acadêmico de direito da Unesc

 

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